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domingo, 16 de setembro de 2012

Happy Hour: A hora da tristeza de um pobretão

Happy hour é nome que se dá para aquele momento após o trabalho em que colegas de trabalho se reúnem para “confratenizar” e “relaxar” após um dia de trabalho.

Eu odeio happy hours que são uma maldita tradição paulista. Eu tento escapar de todas as formas possíveis. Tento inventar as desculpas mais esfarrapadas possíveis. Mortes. Compromissos. Deveres. Nada funciona pra sempre e ás vezes sou obrigado a frequentar estes momentos terríveis principalmente quando chefinhos babacões decidem convocar ou vão. Nunca falte um happy hour convocado por um chefe ou você está fudido. Sim a opressão cruel dos chefes ocorre até mesmo depois do trabalho, não há paz, escapatório destes seres canalhas dos infernos.

Quando se combina um happy hour é sempre o chefe ou um babacão fodão playboy que inventa que tem que comemorar algo. Quartas e quintas são vitimas destes dementes viciados em socialização inútil.

Chega nos happy hours é sempre a mesma merda. Eu tenho que pegar carona com um playboy fodão, sento no banco de trás (pois no da frente vai uma funcionária gatinha óbvio), e fico ouvindo as músicas que ele coloca, o cheiro de colônia masculina cagando o carro inteiro me contaminando e deixando as mulheres do carro excitadas enquanto eu fico lá com cara de bunda.

Chegando no local de merda do happy hour eu fico muito puto e preocupado pois, primeiro, eu bebo demais, ou seja, se eu tomo uma, eu tenho que tomar 20 e obviamente tem trabalho no outro dia e os playboys iriam ficar comentando entre si que o “pobretão é um beberrão” o que ficaria péssimo pra minha imagem no trabalho o que faz eu ter que ficar economizando e segurando bebunzice.

Segundo que eles começam a pedir um monte de merda pra comer, beber e eu sei que no final tudo será dividido na conta e eu fico muito irritado de ter que gastar a cota de lazer que tenha com pessoas que não gosto, não quero estar junto e que são chatas pra burro.

Os colegas idiotas mal se sentam sacam seus malditos iphones e galaxies para fazer esta merda de check-in no facebook e comentarem com quem estão e ficam meia hora digitando nestas merdas de celulares com seus amigos enquanto eu fico totalmente desconfortável com meu celular lixo de 60 reais que não faz nada dentro do bolso disfarçando ao máximo que posso. Vou ao banheiro, vou ao bar, vou na rua, até que as conversas e zueiras comecem. È terrível o meu sofrimento. Eu ODEIO smartphones.

Após algumas rodadas de cerveja as mulheres ficam soltas na própria mesa de colegas e alguns playboys tentam tirar vantagem obviamente. Os outros colegas homens passam para a caça nas outras mesas para explorar outros sabores. As paulistas idiotas se escondem por trás do alcool e de sua vida infértil, inútil, feia e workaholic para tentar caçar algum babacão gerente ou acima fodão para poderem se exibir para suas amigas ou ter status. Em São Paulo é assim, sexo no happy hour também envolve network, trabalho, dinheiro e workaholismo. Nojentas.

Obviamente um pobre feio como eu fica totalmente descolado dessas coisas. Sem chances com as coleguinhas e feio demais para arriscar a ser rejeitado na frente de seus colegas homens indo para outras meses eu disfarço ao máximo tentando ir bastante ao banheiro, fazendo “sumiços” na rua e no bar para “pegar bebida”. Uma tática que funciona é buscar pegar a mais bonita do grupo que normalmente tem como amiga uma feia e ficar conversando como aquele amigo gay que toda mulher gosta. Eu grudo nelas e fico lá disfarçando que sou amiguinho só para passar o tempo ou os playboys não me humilharem tentando me empurrar para mulheres lindas ou jogarem suas mágoas em cima de mim. Isso funciona muito pois mulher adorar amigos gays e apesar delas saberem que não sou gay, o fato de eu não dar em cima as faz me dar moral e passar o tempo. Triste, humilhante mas necessário para um pobre feio fudido como eu

Ao passar da noite muitos ficam bêbados. Aliás todo mundo. Começam as cantadas mais fortes de pessoas intra-empresa o que é perigoso pois gera comentários porém alcool faz todos fazerem merdas. Como sou forte eu só fico no balcão observando, o que é uma vantagem de ser pobre alcoolotra. Eu só faço merda no bar do meu amigo (cair, falar que vou abrir bar, dar em cima de coroa de 50 anos, fazer proposta de franquias, sociedades, ir no puteiro, empurrar colega pra travesti), porém em happy hour eu fico como um marujo observando a maré anotando mentalmente o que está rolando. A vagabundagem das paulistas que no trabalho com suas tatuagens nos pés (moda fortíssima na cidade) se acham as perfeitas, poderosas e intocáveis, dá lugar para um comportamento nojento, imundo e propenso a ficar com os mais babacas, fortinhos e ousados. Eu fico horrorizado, as mulheres mais feias aproveitam para anotar para falar mal depois. Os playboys que se deram mal ficam putos e começam a ir embora.

Pego carona com o mais bêbado que mora perto. Sento no banco da frente. Começam os papos de amizade, de que sou “demais”, que “que bom que vim para a empresa”, que “vagabundo x é um filha da puta”, que “vadia x é muito gostosa”. Eu apenas digo que é verdade louco para poder dormir para voltar inferno no outro dia. Estes filhas da puta bêbados adoram dizer que são seus amigos durante o alcool mas no outro dia nem se lembram do que rolou. Eu não sou assim. Amizade é amizade. Se no bar, mesmo bêbado você fala uma promessa, ela deve ser cumprida. Canalhas.

Chego em casa triste. Gastei dinheiro, não peguei ninguém, não fiz amizades, ninguém quis saber de mim, nenhum amor, e estou cansado para o outro dia. Porque estes vagabundos insistem em happy hour?

Ninguém quer ser amigo de um colega opressor de trabalho. Trabalho é algo terrível. Happy hour não existe, é apenas para fodões que ganham bem e são bonitos e não para pobres trabalhadores.

Se você organiza, gosta, convoca ou faz happy hours, faça um favor e pare com essa merda ok? Pare de ser um grande filha de uma puta. Se você tem namorado/a e participa, outro vai tomar no cu pra você.

Relacionados: A comparação do fim de semana de um playboy e o meu fim de semana de pobretão, A tristeza de ser pobre e ver todos os ricos pegando as mulheres lindas, Todos são felizes e bem sucedidos no Facebook. Menos os pobretões como eu., A tristeza de ser um pobre em festa chique de ricos

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A comparação do fim de semana de um playboy e o meu fim de semana de pobretão

 

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Quando chega o final do expediente de sexta feira, dia da semana com um clima diferente, gostoso e cheirando a sexo e felicidade em todo o planeta terra, começa uma verdadeira guerra de classes e poderes financeiros.

É o fim de semana que separa os pobretões dos playboys, ambas as classes em eterna guerra por um lugar ao sol e nos corações femininos.

No meu trabalho eu já observo que o número de ligações durante o dia aumenta entre os playboys solteiros ricos e chefes. Os primeiros estão combinando com a galera ou viagens de final de semana para RJ, Goiás, Florianópolis ou Salvador rápidas ou, o mais comum, baladas e shows loucos que vão bombar. Os segundos combinam com as esposas gostosinhas interesseiras jantares e restaurantes especiais.

O fim de semana do playboy rico de via boa

Os playboys solteiros, os algozes de nós pobretões e eternos rivais, começam a sexta por volta das 18:30 da noite a corrida para a academia para malhar o quanto antes em uma rotina de exercícios mais leve porém que deixe os braços e peitos especialmente mais duros e grandes (“pumped” como se diz em inglês), para impressionar as patricinhas loiras gostosas.

Nosso playboy malha forte, toma seu whey protein (suplemento de leite para ficar fortão e inchado com músculos), coloca sua camisa da Calvin Klein em forma de “V” para mostrar o peito depilado e os braços inchados e parte para a vila madalena, bairro das baladas sinistras de São Paulo com seus amigos a bordo do seu tradicional carro da Hyundai I30, Audi A3 novo ou ainda Focus Branco novo para conquistar alguma foda noturna e abrir a comissão de frente de sexta feira em grande estilo.

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No bar nosso playboy héroi busca já negociar com seus amigos o whisky da noite com enérgetico, coloca 2 na mesa e inicia-se o jogo de paqueras com as loiras lindas da noite de forma ostensiva e emocionante. Ele sabe que ele é visado e tem confiança em si mesmo.

No sábado se ele não comeu alguma patricinha ele parte para dormir de manhã fortemente, ao chegar de manhã sai com a famíllia rica para um restaurante fodão de São Paulo (ou com amigos) comentar a noite passada ou curtir uma cerveja Bohemia de leve. De tarde faz um ciclismo com sua bike cara, fica no facebook ou curte uma praia caso viaje com seus amigos. Às 19:00 começa a nova preparação para a balada com seus amigos e no sábado a balada é mais forte e ainda mais cara porque é onde a maioria do sexo casual no Brasil rola. Nada muda de sexta, é pura emoção, Johnny Walker na mesa, curtição, camisa apertada de marca e muita grana no Hyundai I30. Motel após com a loira patricinha. Domingo é dia de família, ressaca e futebol nos estádios paulistas para o time que ele torce. De noite ele nem sente a depressão pois a vida é boa e bela, não há preocupação em perder o emprego, de fato a excitação até rola para contar aos amigos de trabalho as aventuras do final de semana.

O fim de semana do pobretão de vida ruim

Sexta feira chega e eu abro meu arquivo excel no meu trabalho lá pelas 15:00. Observo friamente meus gastos do mês para ver o que tenho para gastar no final de semana. Ok, tenho 30 reais. Um olhar triste por 10 segundos na tela ocorre. Tomo um tapa nas costas do meu colega de trabalho playboy e acordo disfarçando. Dou um sorriso amarelo e penso “Vai ser cachaça direto, 2 cervejas Brahma no bar do meu amigo e 2 cachorros quentes, um pra mim e pra mãe e pai este final de semana”

Chego em casa às 19:00 ou 19:30. Observo minhas 3 irmãs sempre no desespero tradicional deste dia. Sou o mais velho. A segunda mais velha agoniada porque quer sair mas precisa de carona e baladas ladys free. A do meio tentando ser carregada com a mais velha. A mais nova no tiroteio não pode sair mas sente o clima de todos os irmãos ruim e tenta consolar a todos e fica pior ainda.

Falo para minha Mama que irei no bar do meu amigo enxer a cara. Ela humildemente fala “não beba muito filho e volte cedo”. Ela já sabe que sou cachaceiro perdedor. Vou pro quarto, abro meu armário lixo com quase nenhuma roupa decente para sair e pego uma das 3 de sempre. Tomo banho, coloco meu perfume de marca que economizo faz anos e coloco minha roupa legal. Vou num bar chulé mas gosto de me vestir como um homem decente.

1344084212391Minha irmã segunda mais velha olha pra mim e diz “vai sair pra beber é?” com tom sarcástico. Falo “Alguma problema gorda nojenta” e ela já se retrai e fica triste. Ela fala isso pra receber atenção. A irmã do meio diz tchau com um sorriso. E a mais nova, a que mais gosta de mim e que tem forte ligação por mim sai correndo e diz "Posso ir com você pobretãão beber todas?”. Ela fala isso pois me vê falando isso direto. A abraço e digo “quando tiver 18 anos”, e ela diz pra eu me cuidar e que vai sentir saudades e quando farei os deveres juntos. Digo que faremos e ela vai tirar 10. Ela ri um monte e corre pra mãe falar isso.

No bar do meu amigo encontro a galera e é sempre a mesma coisa. Nenhuma mulher. Melancolia. Até certa tristeza. Sei que é sempre assim no começo. Sento na mesa, peço uma caninha e uma cerveja. A cana é para acelerar a bebunzice e esquecer da vida horrível solitária de pobre e a cerveja pra tirar o gosto. É a tática de muitos dos mais velhos e eu, o mais jovem do bar já peguei. Chegam mais amigos e sentam na mesa. Começa a bebida a bater na cabeça e as discussões começam e a gritaria também:

- Aí filha da puta, jogador X do time Y vai destruir esse final de semana, tá fudido, vamo apostar aí?

- Ih olha lá mano, que otário, cadê o timinho cadê? Viado.

- Aí eu vi ali na marginal um motoqueiro se fodeu todo caindo passou por baixo do carro minha nossa.

- Porra sério conta aí?

- Ae Marquinho, o pobretão tá falando merda aqui, hahaha!

- Pobretão só fala merda, é um filha da puta

Todos riem e assim as conversas vão. Conversas ignorantes que se baseiam em futebol e gozações de homem basicamente. Quando o assunto passa para exército, política e naves espaciais as coisas viram uma putaria de ignorâncias sísmicas nunca antes vistas. Começo a gritar porque todo mundo só fala merda e vira uma brigaçada. Eu me divirto demais pois estou bêbado.

Volto pra casa muito mal, obviamente sem pegar ninguém e mais burro.

No sábado é terrível a ressaca e passo o dia passando mal porém se me recupero rápido, meu sábado consiste em abrir a geladeira escondido, pegar minha Vodka barata, minha garrafa de Coca, fecho a cortina, ligo o computador, coloco clipes musicais e músicas românticas da Roxette e passo o dia pensando na minha vida horrível vendo histórias de amor, mulheres lindas e imaginando uma vida melhor. Isso mesmo. O dia inteiro. Minha irmã mais nova às vezes entra, senta no meu colo, me abraça, vê clipes comigo, faz deveres e se vai. A gente se diverte porque eu faço merdas de propósito nos deveres colocando músicas sertanejas ou Star Wars e ela tira 10. De noite eu repito o que fiz na sexta se aguento. Domingo, eu compro um cachorro quente para mãe e pai e comemos em silêncio. O papo com meu pai no final de semana é o seguinte:

- Pai viu o jogo?

- Vi.

- Ganhamos! Que golaço do Y você viu?

- Golão, golão!

- Ei viu lá o acidente na marginal?

- Uhum que merda.

- Hm ok.

E domingo às 18:00 a depressão bate e muitas vezes choro. Acho que 30% dos domingos eu solto alguma lágrima devido o trabalho. Leio meu blog e vejo todo o ódio por ser pobre mas sinto e localizo os guerreiros pobretões que se identificam e isso me faz sentir muito melhor.

O programa da Globo Fantástico filha da puta termina após eu evitar a música do Faustão ao gritar muito com minha irmã mais velha pra não assistir aquilo quase batendo nela. Minha mãe grita comigo. Eu chuto minha cama ainda bêbado. Deito na cama pra dormir cedo. Minha irmã mais nova entra no quarto e me abraça.

O dia de um pobre de merda terminou. 50 anos de minha vida vivendo isso? Não. Não seu canalha.

Eu vou ser rico e sair desse inferno pois o pobretão way of life triunfará no final de tudo. Força pobretões. Força.

domingo, 15 de julho de 2012

A tristeza de ser pobre e ver todos os ricos pegando as mulheres lindas

The Sun

Balotelli em Saint Tropez na França de férias pegando geral

Uma das coisas que mais machuca os pobretões do sexo masculino que são feios (maioria) é ver como os ricos estão sempre pegando e fazendo amor com mulheres de alta qualidade genética e de beleza enquanto você sofre horrores para conseguir alguém magra/sarada e de rosto decente.

A internet torna essa percepção e a dor dos pobres adeptos do pobretão way of life ainda mais aguda e triste. Trago 3 exemplos para mostrar. O primeiro já está na foto de abertura do post. É Balotelli, atacante do Manchester City e da seleção Italiana. Feio, burro, bad boy, péssimos hábitos, indisciplina no trabalho e agressão aos companheiros. Alguma mulher iria querer ele? Bom, não só querem como brigam por ele. Balotelli vive desfilando com italianas morenas e loiras pra lá e pra cá e agora passa férias em Saint-Tropez/França como na foto e Ibiza na Espanha, também acompanhado de diversas mulheres. Balotelli é multimilionário, comprou um super carro, faz amor por horas todo dia com as mais diversas mulheres perfeitas da terra. E você, pobretão feio brasileiro, sofre para conseguir só uma pra dar a mão na rua.

Lewis Hamilton festejar em um hotel com DEZ mulheres (Foto: divulgação / The Sun)

Lewis Hamilton fazendo check-in em suíte em Londres para 10 mulheres após 8 horas em boate

O próximo exemplo é de Lewis Hamilton. O piloto da fórmula 1 tem temperamento forte, namora a pussycat doll Nicole Scherzinger que é uma morena com corpo incrível para os fãs desta cor. Ele vive fazendo cagada na fórmula 1 irritando todo mundo.

Mas isso também não impede de ser celebridade. Sua namorada ficou puta por ele, como na foto acima, após curtir 8 horas ininterruptas em boate londrina ele levou simplesmente 10 mulheres para suíte de um hotel onde pagou R$ 12 mil reais pela diária (3,8 mil libras) após barganhar o preço de R$ 15 mil. Vocês conseguem imaginar o que deve ter rolado? Faz inveja a Roma antiga este garoto. E você pobretão contando dinheiro e pesquisando na internet restaurantes baratos para tentar levar aquela mulher meio sem graça do seu círculo de amigos que exige que você pague se não ela lhe descarta na hora.

Paula Peretto conheceu Gusttavo Lima em um cruzeiro, em 2009Paula Peretto, 19 aninhos, ex-namorada de Gusttavo Lima, cantor Sertanejo do ‘Tchetchêretchê”

Finalmente esta acima é ex-namorada de Gusttavo Lima, cantor que é sucesso no mundo com seu hit sertanejo do “tchetcherêtchê”. Segundo essa beldade novinha cheirando a leite, eles se conheceram em cruzeiro, namoraram e terminaram mas ela ainda aceita ser peguete dele, ou seja, eles ainda ficam quando o Gusttavo quer (ele tchan nela quando ele quer pra ser direto), e ela fala isso numa boa no site da globo. Veja o que ela fala dele:

- Conheci o Gusttavo num cruzeiro, em 2009. Entre idas e vindas ficamos juntos dois anos. Ele me visitava de 20 em 20 dias, trazia flores, urso de pelúcia, cartão — conta Paula, confirmando a afirmação de Gusttavo Lima, de que é um homem romântico.

Agora imagine um pobretão feio levando flor, urso de pelúcia e cartão para uma mulher, o mico que ele iria passar? Mas por ser multimilionário (o cachê de Gusttavo é de 250 mil reais e ele tem coleção de carros importados) isso é lindo, romântico e maravilhoso. Nem todas as músicas cantadas do Roxette por nós pobretões superariam isso.

Você pode achar que estes exemplos são exagerados mas trazendo para a realidade social de nós pobres mortais, fica claro que os playboys e ricos curtem, em menor escala, essa vida espetacular diariamente. Em São Paulo o que mais tem é caras assim, com tempo, suplementos pra malhar, grana e carrão, roupas legais pegando todas as mulheres maravilhosas e nós pobretões ficando fudidos só pra poder curtir uma.

Você vai pra balada contando moedas para comprar long neck Antarctica, você não tem carro, seu celular é uma merda, você é feio sem atrativos, seu emprego é uma merda, você não tem ninguém lhe apoiando do sexo oposto que se entregam de forma suja e vendida para os mais ricos lhe ignorando e aguardando pra ver se você fica rico para conversar com você. Você vai pro shopping e vê diversos carrões e todos são de caras dirigindo com a namorada gata do lado.

Isso é extremamente cruel de ser ver para os pobretões feios jovens do país. É doloroso, humilhante, parece que o mundo jogou contra você e você nunca poderá ter a vida que merece e sonha, com 10 mulheres na suíte, com mulheres mega coxudas de rosto lindo de 19 anos apaixonada por você, em Saint Tropez na França cercado de loiras fazendo massagem.

Amigos pobretões, a vida é dura no amor. O amor atualmente é grana, para fazer amor com elas é preciso esbanjar. Mas não desanime, use isso como motivador. Leia esses exemplos para aportar mais forte, estudar mais no emprego e nos investimentos.

Um dia conseguiremos viver o nosso sonho da Roma antiga. Aporte e honra!

Relacionados: Um pobre feio na balada de ricos, O show da Jennifer Lopez em São Paulo e porque não posso ter uma namorada e amigos por ser pobre, A tristeza de ser um pobre em festa chique de ricos, É possível para um pobre feio competir com um playboy rico e bonito?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Todos são felizes e bem sucedidos no Facebook. Menos os pobretões como eu.

Como sou um pobretão que não tem muita alegria nos finais de semana a não ser ir no bar do meu amigo enxer a cara ou mesmo quando fico em casa bebendo no quarto, acabo tendo tempo para ir bastante no facebook.

Nada mais me fascina tanto que a vida da elite no facebook. Todos levam vidas maravilhosas e perfeitas enquanto eu nem sei o que atualizar para não passar vergonha. E não é só eu que passo por isso não conforme esse estudo que eu li.

“Um estudo realizado pela Utah Valley University revela que quanto mais as pessoas visitam páginas populares nas redes sociais maior será a impressão que essas pessoas são muito mais felizes. A consequência disso? Muitos internautas tristes por causa da felicidade alheia.”

Normal afinal você está lá no facebook e todo mundo vai naquele programinha (ou app como estes merdas chamam) no iphone ou galaxy pra fazer “check-in” e dizer onde está. Então se você vai pra balada, restaurante faz um check-in e a galera vê e sabe que essa pessoa está em um super lugar com fulano de tal curtindo a vida. E você lá que nem um pobre de merda em casa tomando Orloff com Pepsi ao som de Cindy Lauper.

As pessoas então fazem atualizações falando de quais serão suas próximas viagens, seus planos, declarações de amor para seus parceiros/as maravilhosos/as e todo mundo corre a curtir e comentar em um show de falsidade.

Nada me deixa mais pra baixo e fudido que ver aquele seu colega playboy ou aquela loira gata do seu face dizendo em um sábado de manhã “Que dia lindo! Bora hoje na rave curtir muito com meus amigos!!”. Troque rave por festa, restaurante, qualquer merda cara que custa grana. E você lá, tomando Natu Nobilis pra acelerar a bebunzice ao som de Light house family.

As fotos de viagens pro exterior então são fortemente necessárias e fortemente impactantes na minha cara. É engraçado que a Elite faz questão de colocar uma foto sua em cada um dos cartões postais da Europa, com seu óculos da Rayban, abraçado na namoradinha/o. E você lá, tomando cerveja Nova Schin ao som de Roxette.

Que porras de fotos um pobretão pode colocar? Que porra de atualização eu posso fazer? “Eu e a galera no bar do meu amigo jogando dominó valendo uma Antarctica”. E aí junto uma foto de meus amigos “super high class”, comigo bêbado com camisa lixo, abraçando 3 caras de 40 a 50 anos, fracassados, pobres, burros que nem eu porém mais novo. Pega bem pra caralho claro.

Mas esse sou eu. Sou pobre. O que a porra da sociedade elitista de São Paulo espera que eu faça no facebook? A vida do lado de cá é uma merda. Não me importa que a vida no facebook possa ser mentira, pois esse argumento (antes que usem), é estúpido . O cara postou fotos reais no exterior. O cara realmente vai sair pra uma balada top. O cara realmente deu check-in em um restaurante top da Moema ou Itaim Bibi.

O facebook exacerba a tristeza do homem pobre brasileiro lutador em busca do milhão. Desigualdade de ter mulheres e de dinheiro causa fortes impactos no psicológico de um homem pobre e jovem, idade em que ele quer vivenciar lindas mulheres jovens, festas, carros e viagens. Quando você não pode nada na sua vida de merda, você sofre.

Mas meus amigos pobres adeptos do way of life pobretão, evitem facebook ou usem-o como alavanca de motivação para buscarem economizar e se tornarem milionários. É a única saída.

Pois um dia estaremos sim, rico e finalmente felizes. E você, meu amigo, estará lá, ao som de 2 panicats gemendo juras de amor ao seu pé do ouvido.

OBS: O pobretão aqui tem facebook. Me adicione como seu amigo ou curta aí do lado na lateral do blog, caso você torça pelo meu milhão ou seja adepto como milhões de pobres no Brasil do “pobretão way of life”

 http://www.facebook.com/pages/Pobret%C3%A3o-de-Vida-Ruim/278713808868439

Forte abraço!

domingo, 24 de junho de 2012

O show da Jennifer Lopez em São Paulo e porque não posso ter uma namorada e amigos por ser pobre

Jennifer Lopez. A latina chega ao Brasil causando furor no pessoal e todos ao meu redor só falam nisso. Alguns colegas de trabalho tiveram o nervo de me ligar perguntando se eu queria ir. Minhas irmãs não param de encher chorando que não podem ir porque são pobres e idiotas – como eu – e cantam as músicas dela em casa.

Pra falar a verdade quando estou em casa bêbado triste pela minha vida esperando a segunda chegar pra sofrer nas mãos dos demônios humanos chamados chefes e seus workaholics, eu escuto uma música muito boa da Jennifer que é “on the floor”, e eu do alto da minha bebunzice imito o pitbull imaginando que sou um popstar cheio de mulheres ao redor e rico aparecendo na TV. Bom, é o único momento que brilho e as pessoas notam minha existência nessa vida. Mas chega de falar de mim.

O show vai ser no Anhembi. Além da Jennifer, tem a Kelly Clarkson que eu adoro, Cobra Starship e até a Paris Hilton. Fui pesquisar os preços dessa porcaria e dei um tapa na mesa de raiva. Segue os preços:

Setor

Inteira

Meia

Pista Premium

R$ 540,00

R$ 270,00

Pista

R$ 260,00

R$ 130,00

Bem, os preços são absurdos de caro. Como não sou um estudante inútil, como não sou criança, como não sou mulher, como não sou minoria, como não sou porra nenhuma o preço pra eu ficar no meio da galera na pista é 260 reais.

Vamos incluir os preços da locomoção (eu não tenho carro) até a merda do Anhembi que é um lixo de lugar, mais a bebida, comida antes e pós-show, e temos aí provavelmente 290 a 350 reais de gastos em apenas uma noite para apenas uma pessoa. Se quiser ir na Premium com a beautiful people de São Paulo tentar competir em beleza e poder com os playboys a bagatela é de 540 reais. Quase um salário mínimo.

http://www.ecbloguer.com/quemepongo/wp-content/uploads/2008/07/hombre-snv34470.jpg

Agora como um pobre, feio, merda, sem carro, sem iphone, mal vestido sem roupa legal (só tenho uma camisa da Calvin Klein que preste que ganhei agora), tênis fudido, calça jeans que não é transada pode ir num show desses?

Eu não tenho grana para isso. Meu aporte não pode ser comprometido e isso me deixa com pouca grana pois meu salário é ridículo, ao contrário da elite de blogueiros com seus cargos públicos emocionantes. Meu salário é a maior vergonha do ranking.

Como pode eu conseguir namorar se terei que passar por esse tipo de gasto? Todas as mulheres estão querendo ir nesse show. Se você tem namorada e ela disser que quer ir você vai ter que ir. Se tiver que pagar pra ela, você está falido e todo mundo sabe que 50% dos casais que irão estar no Anhembi o namorado terá pago a parte da sugadora, eu aposto meu dedo que sim.

E como ter amigos que não sejam bebuns fracassados como os que eu tenho de maior idade? Pra ter amigos da minha idade como no meu trabalho eu teria que ir na vila madalena todo final de semana, usar roupas da Abercrombie e Fitch, CK, Tommy Hilfiger, tênis sinistros com braços fortes. Todos no meu trabalho são assim e eu já não tenho mais desculpas para não ficar feio na foto.

Porque eu não diminuo o aporte? Simples. Eu tenho 2 escolhas: Ou eu gasto meu salário inteiro com o estilo de vida paulista, curtindo apenas 1 dia e meia da minha vida (sexta a noite e sábado porque domingo não conta)  tendo como contrapartida os outros 6,5 dias e meia (60 anos da minha vida) estuprado no trabalho ou eu fodo minha vida social mas eu chego antes na independência financeira deixando o satanismo dos workaholics e os estragos psicológicos da iniciativa privada.

Eu já escolhi o meu caminho. Resistam pobretões. Pois um dia a Jennifer Lopez cantará “on the floor” pra gente na nossa festa particular com nossas panicats do amor.

E aí nós seremos o pitbull. Mas na vida real.

domingo, 13 de maio de 2012

É possível para um pobre feio competir com um playboy rico e bonito?

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Um dos grandes problemas em ser um homem pobretão e ainda por cima feio é que você o cara que mais se ferra em todos os sentidos na vida e um deles é no campo amoroso com as mulheres. Falta a você exatamente os dois elementos mais importantes na luta por panicats e companheiras de vida.

O Pobre, feio e de vida ruim

No meu trabalho eu sou um dos mais feinhos. Claro que não sou mais feio que os casados de 40 anos que já estão carecas, acabados, super barrigudos mas entre os homens que estão na competição comigo (18 a 39) eu estou entre os últimos.

Em termos de dinheiro a coisa pega ainda mais. As mulheres veêm que sou o pau mandado mal tratado pelos chefes e isso é terrível pra auto estima de um homem. Quando conheço mulheres de fora do trabalho e vou falar onde trabalho e meu cargo isso é uma imensa porrada de desilusão nelas. Então você é pobre, pau mandado com cargo ridículo e salário podre, sem moral com ninguém no trabalho sempre sofrendo com risco de demissão diário, competição com pessoas mais inteligentes e experientes e com um corpo horrível de fracote que todos gostam de rir e destruir e um rosto de dar pena até em mulheres da periferia vivendo com esgoto a céu aberto e com dentes amarelos.

O Playboy rico e bonito

Agora vamos aos playboys ricos e bonitos. A família é rica e tiveram melhor alimentação que eu portanto nasceram mais fortes e bonitos. Tem grana para roupas super legais como Calvin Klein, Tommy Hilfiger, Polo, Lacoste, Tênis da Nike, Adidas, relógios da H. Stern, correntes, ternos com o nome, ipads, iphones e claro, seu carrinho que absolutamente todos tem.

Em termos físicos conseguem desenvolver fácil corpo, suplementos e alimentação perfeita e tem grana para corrigir possíveis defeitos. Seus grupos de amigos que já tem um círculo social de patricinhas prontas para o abate e ali a putaria rola solta entre o grupo social pois em São Paulo a classe média alta é elitista e comem-se entre si.

Vivem em baladas caras, com várias garrafas de whisky na mesa para impressionar as gatas.

Então, é possível para um pobre feio competir com um playboy rico e bonito?

Você não precisa ter MBA na FGV para responder esta pergunta. O mundo é um lugar frio que exige perfeição e os que são pobres serão descartados sem dó. Só com uma personalidade super carismática e cativante para superar seu corpo e rosto feios e sua pobreza e falta de moral com a sociedade. Como nem todos tem isso pela vida ter dado tanta porrada em você só lhe resta o que?

Ficar rico.

O dinheiro é a resposta para todos os males. Você é feio e derespeitado? Ganhe dinheiro. Você é sem graça? Ganha dinheiro. As pessoas não gostam de você? Ganhe dinheiro. Você sofreu bullying quando criança? Ganhe dinheiro. Sua mulher lhe deixou? Ganhe dinheiro. Você quer pegar mais mulheres? Ganhe dinheiro. Você quer parar de trabalhar? Ganhe dinheiro.

Eu sei da minha situação e é isso que faço, junto dinheiro como louco vivendo frugalmente. Pois sendo rico eu me igualo ao playboy que hoje ri e destrói nós pobretões e fica com nossas panicats e as mulheres legais. E sendo rico eu posso comprar a beleza que deus não meu deu. Eu fico muito feliz em saber que mesmo no meu pior momento, sendo a base da sociedade, sendo aquele cachorro que a elite chuta diariamente para que eles ganhem os louros depois, eu ainda tenho solução. Nada está perdido. Estou em último mas o dinheiro me salvará.

E você, vai continuar sendo o cachorro chutado deles ou vai reorganizar suas finanças em busca do milhão? Vai comprar Ipads e Iphones e continuar grudado na frente de um computador sendo mandado que nem escravo por 40 anos de sua vida 12 horas por dia?

Eu desejo um bom dia das mamas para todos os pobretões do Brasil, que assim como eu, tem esperança de se tornar milionário.

Relacionados: Um pobre feio na balada de ricos, a amarga vingança do pobre feio que se torna rico, A humilhação de ser um homem sem carro, A vida feliz dos playboys e a minha vida triste de pobre 

Forte abraço!

domingo, 22 de abril de 2012

Um pobre feio na balada de ricos

 

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Quem já viu meu post sobre como definir aportes e como definir o valor mensal destinado para o lazer sabe que eu tenho uma grana destinada para o meu lazer. O dinheiro é pouco então dá pra no máximo 2 finais de semana (um dia só) ou um final de semana inteiro. Os outros eu fico em casa.

Neste final de semana fui pra balada. Em São Paulo as baladas são extremamente caras. Consumação é 50 pra cima só que as bebidas e comidas são absurdamente caras. Estacionamento, gasolina completam os gastos. Não é pra qualquer ir pra balada por aqui. Quando eu saio pra balada, para não gastar minha cota eu faço o seguinte: Anoto no meu excel onde tem o orçamento e coloco minha meta de gastar na noite: Coloco lá 150, 200 reais ou 100. Em dinheiro vivo eu anoto o valor que estou levando caso dê pau no cartão de crédito. Assim eu posso saber o que estou gastando ao chegar em casa bêbado.

Durante a balada, cada gasto que eu faço (como comprar uma cerveja) eu anoto no meu celular de 60 reais no bloco de notas. Com a noite progredindo e todos e eu ficando mais bêbados, eu vou anotando no banheiro quando vou mijar. Quando bebo fico muito generoso e quero pagar bebida pra todo mundo ou quero começar a avacalhar e pagar bebidas mais caras. Mas com a experiência eu vou me controlando. É foda você ver a galera se divertindo e gastando horrores e eu lá anotando tudo e ficando triste se ultrapasso a cota. Mas é um mal necessário afinal não posso nem a pau comprometer meu aporte de 2.600 reais.

PRÉ-BALADA

Enfim, fui a balada. Em casa peguei minhas roupas ridículas, todas compradas pela mamãe (sim estou me auto-ironizando). Camisa, calça jeans, tênis, nada eu que comprei e não são de marca. Legal. Botei meu perfume que é de marca (pelo menos isso) que é do Boticário (não riem playboys idiotas), passei um gel pra ficar legal. A camisa colada não ficou bem pois tenho barriga de paulista sedentário fracassado, meu braço não é legal também. Mas fazer o que.

Não tenho carro então eu peguei um ônibus. Putz pra mim essa é uma das piores partes. Como não quero gastar em taxi que foderia a grana pra noite, eu pego ônibus. Aí você entra e vê o cobrador e a galera olhando pro cara todo cheiroso e arrumadinho almofadinha. Fico com muita vergonha. Todos pensando “porque este bostão não vai de carro? Oh céus..

Já fico nervoso suado e pego o metrô. Aí já é mais tranquilo pois vejo mais pessoas daquelas alternativas e vou me escondendo no meio deles.

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Chego na balada, fila. Aí você começa já a ficar na merda. Primeiro aquele monte, monte, monte de mulheres lindas de salto alto, cabelões, maquiadas com aqueles realçadores de olho sei lá o nome, bebendo, super estontaentes, diferente de como são no escritório com toda aquela iluminação na cara feia. Depois você vê só carrão atrás de carrão chegando, cada cara playboy com suas gatas lindas chegando de Tucson, Honda Civic, Volvo, I30, Mitsubishi. Puta merda porque eu sou tão pobre?

Consigo entrar na balada, corro pro banheiro pra limpar o suvaco de suor e arrumar o cabelo dessarumado do vento do ônibus que fodeu meu penteado. Mijo, lavo a mão. No banheiro os homens todos na frente do espelho arrumando seus cabelos e olhando de perfil pra ver se estão fortinhos. É, tempos modernos.

A BALADA

Volto pra pista e vou pegar minha bebida. Não gosto de misturar mas pro final da noite já estou bebendo tudo. Em São Paulo todo mundo pega com seus amigos uma garrafa de whisky com energeticos pra noite inteira. Você vê mesas com Johny Walker red label e black label aos montes pois os homens ricos querem ostentar para as mulheres. Eu fico com a cara no chão pois sou pobre. Todo mundo na balada estava segurando seu energético e seu copinho com gelo e whysky. Como isso é muito caro e iria detonar minha cota de grana pra noite eu pego cerveja. Só que as cervejas legais pra pelo menos não ficar feio na foto é Stella Artois e Heineken mas essas porras são caras então eu fico pegando a porra da Antarctica o que é lindo pois todos lá com Whysky de 200 reais e eu com uma merda de 5 reais. Porra porque eu sou tão pobre?

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Começo a beber e observar se tem alguma mulher olhando pra mim. A noite progride e os paulistas homens e sua natural timidez e excesso de respeito com as paulistas vão dando lugar a algumas aproximações. Tentei observar se eu era o mais sem graça do lugar mas se eu fosse fazer um ranking como o nosso de patrimônio eu ficaria em 20º.

Vou então dar em cima de uma loira baixa com excesso de maquiagem e ansiosa. Começo a conversar com ela e quase que falo sobre investimentos pra tentar seduzi-la com meu super patrimônio de 116.000 reais mas aí eu lembro do alto de minha bebunzice (não dava pra notar) que eu não tenho carro. Então falei com ela sobre dançar, se ela fazia dança e ela então disse “vou pras minhas amigas”. 10 minutos depois eu vejo ela conversando com uma mesa de caras com 6 garrafas de Johny Walker. “Quem manda ser pobre, pobretão” penso eu.

Eu fico rodando a balada, encontro um colega que desesperado vai e dá em cima de 2 mulheres e eu vou atrás ajudá-lo. Mal ele começa a falar a mais bonita pega a amiga mais feia e vão pra outro lugar. Meu amigo lança um olhar triste e logo começa a rir. Eu fico sério pois nunca sorrio pois minha vida é ruim mas dou um tapão nas costas dele, chamo ele de zé mané e dou minha cerveja pra ele. Bom, temos a nós mesmos não é companheiro?

Me perco dele e quando dá 1:30 da manhã entra o DJ principal da noite. É agora que todos ficam doidos. Vou em cima de uma morena alta. Putz, vejo como sou desinteressante, eu fico sem papo rapidamente. Vou em uma loira feia, e ela fala que tem namorado. Ok. Quando vejo as mulheres estão próximas as mesas dos caras em grupo que claramente estão jogando grana pra cima. Outro grupo que elas estão próximas são os marombeiros que vão fazendo a festa a chamando a atenção. O foda é que como sou feio e pobre nem olhar de interesse eu recebo. Vejo muitos foras de outros colegas.

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PÓS BALADA

4 da manhã. Hora de ir embora, só sobra as bêbadas com as amigas e amigos e os que ficaram. Pago a conta, vejo o rombo (fiquei dentro da meta, ainda bem). Ora de esperar a merda do metrô. Bêbado, cansado, feio, abatido. Pego ônibus. Chego em casa e caio na cama. Levanto. Água gelada pra não ficar de ressaca. Engov. Dormir. Antes de dormir me lembro dos carrões, dos whyskies, dos marombeiros, das lindas mulheres, dos casais, de eu economizando em cerveja, de que só no próximo mês poderei sair pois a cota de lazer acabou. A vida continua segunda na escravidão. E eu sinto mais um final de semana se esvair pelas mãos.

“Quem manda ser pobre, pobretão”, penso eu. E pego no sono.