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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pequenos gastos diários podem comprometer a busca de ser rico milionário?

O pobretão way of life se espalha pelo país e pelo interior, levado a semente da esperança de ser rico, feliz e conquistar a liberdade contra as empresas exploradoras cruéis brasileiras e multinacionais parando de sustentar funcionários públicos playboys e gerentes e diretores cruéis com bafo de café e esgoto.

Uma questão importante a se analisar é se pequenos gastos diários podem comprometer a busca pelo milhão. Eu já mostrei aqui a importância de atacar os grandes gastos fixos (lembre-se, o nosso método prega que custo fixo é seu maior inimigo e vilão do seu milhão), porém será que aqueles pequenos mini gastos do dia a dia e fim de semana podem lhe detonar?

Vamos ver com calma. Primeiramente o que são pequenos gastos diários? Simples, são aquelas coisas que você gasta quando está na rua, no trabalho, passeando no final de semana. Quer entender, vamos aos principais:

Café, salgadinho, coxinha, empada, picolé, chaveirinho, balinha, barrinha de prestígio, chokito, trident, halls, revistinha de fofocas, balinhas, sorvete, casquinha do mcdonalds, ovomaltine, joguinho do fliperama, pudim de leite, copos de suco em geral, hot dog.

Se você compra um destes itens que variam de 3 reais a 10 reais a cada 3 dias, isso significa em uma semana, uma média de 9 reais a 30 reais. Vamos colocar aí 12 reais por semana. Isso em um mès significa 48 reais. Em um ano isto significaria 576 reais.

O que você pode fazer com 48 reais por mês? Não é muito. Com 48 reais fica complicado comprar até ações no fracionário.

Será que vale a pena a dor de não comprar um simples picolé em um forte dia de calor? Você está lá com aquela farda de preso explorado moderno (gravata, camisa social, paletó), suando, puto, sua vida é uma merda. La vem o tiozinho com o carrinho de picolé da Kibon, você vê o fruttare de uva, geladinho, saboroso, pingando, e você sofre mentalmente para não gastar 2 reais?

1361748803210A verdade é que você não será rico evitando picolés e casquinhas do mcdonald’s e do bob’s. Você não está sendo frugal.

Frugal é você atacar os grandes gastos fixos: Rancho de compras, utilidades, aluguel, carro, transporte. No rancho de compras você compra coca-cola? Quantas? Você compra biscoitos passatempo, negresco? Você se empaturra de barras de chocolate? Você torra com pipocas idiotas? Chips? Sucos estúpidos de caixa não saudáveis? Isso sim é não ser frugal, burro e assassinar sua saúde e criar uma pança imunda que nenhum mulher vai lhe querer.

Para gastar sem peso na consciência com picolés, halls e chokito, você tem que utilizar a regra que já falei aqui também no blog brevemente: Defina o valor de aporte primeiro (se você ganha 4.000, defina 2.600 de aporte por exemplo, ou 60% do salário), e o que sobrar é seu para torrar como quiser e fazer frente aos gastos fixos e variáveis.

Tome seu picolézinho e assassine os custos fixos. É assim que você poderá chegar ao milhão.

Falando nisso, você sabe onde estão seus maiores custos fixos mensalmente? Você não tem um orçamento ainda? Putz… e ainda quer ser milionário… terei que lhe ensinar não é verdade? Deixa isso para um próximo post.

Forte abraço!

Ps1: Resultado do meu patrimônio sai no domingo. Ranking na quarta (06/03).

Ps2: Irei apagar nos comentários (como já venho fazendo) tudo relacionado a estupidez de acusações de eu ser tal pessoa, de “plágio”, de picuinhas, comentários trolls, adsense, etc. Achei muito legal como foi a troca de experiências no último post limpo de vagabundos trolls. Se você quer trollar vá pra outro blog, ache a merda que quiser daqui ou de mim que eu não me importo. O objetivo é eu desabafar e trocar idéias com meus amigos pobretões.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

E se eu desistisse de tudo para viver no meio do nada?

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Durante minha dura rotina para o trabalho diariamente milhares de pensamentos ocorrem na cabeça. E quero revelar um que é recorrente e mais forte de todos.

Um deles é gastar toda minha grana abrindo uma casa de massagem. Mas não quero entrar em detalhes (já fiz plano de negócios sobre isso). A outra é simplesmente abandonar tudo em São Paulo capital, ou seja, família, emprego, tudo para viver no interior do Brasil.

Esse pensamento é muito forte em mim. Eu penso direto quando atravesso avenidas de São Paulo para ir ao trabalho em que qualquer desvio do ônibus eu poderia ir para o sul, centro-oeste ou nordeste. Algo forte percorre em mim nestes momentos.

Eu vejo a placa. Ela diz rumo ao Mato Grosso. Rumo ao Mato Grosso do Sul. Rumo ao Paraná. Minha cabeça gira, grita, pede para mim, “pobretão pegue seus 100.000 reais, pegue um mapa do país, escolhe qualquer cidade do interior com o dedo e vá para lá. Abra sua lojinha ou mercadinho e viva feliz pra sempre”. Eu quase morro de alegria e tristeza ao mesmo tempo.

Isso é algo forte em mim. Imagina pegar o mapa do país e apontar na cidade “Barra dos Garças” no Mato Grosso. E ir de São Paulo até lá. Deixar tudo pra trás. Emprego, família, amigos, bens materiais, apartamento e rumar ao desconhecido. Eu solto lágrimas, torrentes de lágrimas ao pensar nisso enquanto escrevo neste exato momento.

Choro pois eu penso em como seria. Adeus amigão do meu bar. Obrigado pelos conselhos, pelas cachaças, pelos abraços nos gols do nosso lindo time paulista, pelos sonhos, pelas piadas, pelas músicas. Adeus papai e mamãe, obrigado pelo teto, apoio, estudos. Adeus irmãs. Adeus São Paulo nojenta.

Adeus. E lá vou eu. Rumo a cidade desconhecida. Pego o metrô e desembarco na rodoviária de São Paulo. Pago a passagem. Lá vou eu para o Mato Grosso. Cidade desconhecida. Meio do nada. Sem ninguém R$ 100.000 no bolso. Vamos pobretão. Eu sei que você pode. Eu sei que a felicidade pode ser encontrada. Eu sei.

Chego lá após uma dura viagem de dias de ônibus. Prostitutas nas beiras de estrada e meu sangue ferve pois sou especialista nelas e adoro amor delas. Postos de gasolina e eu limpo meu suvaco e renovo o gel no cabelo para chegar como um típico paulista na cidade destino. Oh, origem italiana orgulhosa que carrego!

Desembarco na cidade. É, estou aqui. Calor de 40 graus. Meus olhos claros sofrem, minha pele carcamana grita, meu corpo raquítico emagrece, meu suvaco enxarcado incomoda, minha mala pobretona resiste, minha carteira se esconde, meu tênis da Nike falsificado pisa o chão de barro. Um jovem pobretão perdedor odiado está aqui, enfrentando seu desafio maior.

Percorro a cidade. E vejo como é simples, pobre, pacata. Em mãos todos os esquemas para abrir uma mercearia bem fajuta mas necessária. Procuro desesperadamente um local para alugar. Consigo. Casa simples mas bonita. Uau, meu novo lar sozinho. Casa branca, com cercas, quintal. Que lindo.

Já sei o local para minha vendinha. Logo os moradores me ajudam, me conhecem, curiosos tentam entender minha história. Eu começo a construir meu humilde negócio, chega a televisão, cama, sofá, mesa, cadeira, antena parabólica da minha nova casa. Minha cadeira de balança e minha vodka e copos também chegam. Uau, o sonho está se concretizando.

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Logo minha humilde vendinha está rolando. Me posiciono no caixa. No centrinho da cidade, de frente pra igreja matriz, próximo a minha humilde casa, grupos de velhos, mães fazem suas compras e ficam nas mesas da praça central perto do meu estabelecimento. Alegria ao ver o sucesso do primeiro dia. Aos poucos delego aos funcionários sem carteira as funções.

Começo a realizar meu sonho de ficar na varando de casa, bebendo numa terça de manhã cerveja ou vodka com os camaradas ouvindo Milionário e Zé Rico que cantam modas de canção falando de amores perdidos. Silêncio entre os cumpadres mais velhos e eu. Paisagem quente, humilde, simples mas que aquece o coração e sem perturbação. Na rádio tocam os sucessos do mundo, mas a gente gosta mesmo é daqueles que falam do amor perdido ou conquistado, ou mantido, em que até inglês, francês e turco a gente sabe que fala daquela mulher especial que faz tudo ter sentido no nosso dia a dia. Toca Luan Santana, toca Milionário e José Rico, o que importa é sonhar com aquela loira sensual ou morena cuidadosa.

Aos poucos sou conhecido como “pobretão da venda da rua XV”. Me alojo com uma boa internet e televisão para manter contato com a nojenta Sâo Paulo. E assim começa meu flerte, minhas paqueras em busca de um amor para minha casa branca com cerquinhas brancas. No interior a mulher nova pode namorar o homem mais velho e as mães oferecem as lindas morenas do centro-oeste para este humilde, feio, pobre, tosco italiano fajuto de São Paulo, a antiga colônia de São Vicente que deu origem ao sangue que construiu a locomotiva paulista que hoje estraçalha e humilha 33% da população brasileira em suas entranhas nojentas cruéis diariamente.

São mulheres jovens, lindas, maravilhosas, com seus shortinhos jeans ou de lycra, cabelos negros longos até a bunda e chinelinhos havaianas brasileiros que percorrem a cidade lindamente cuidando das roupas de seus pais e irmãos, ou loiras falsificadas de pele morena ás vezes olho mais claro, peitos firmes pequenos e barrigas chapadinhas de jovens que sorriem para mim e minha humilde vendinha oferencendo seu amor feminino tradicional, de roupas lavadas, arroz, feijão e contra-filé diário além do amor e cafuné nos cabelos grandes negros da mistura de italiano com brasileira que eu ofereço a elas.

O cortejo é interessante pois nunca em São Paulo um homem feio atrairia tanta atenção de jovens brasileiras lindas, nunca eu seria o homem mais interessante de um local e nunca que eu imaginaria noivando e casando, com alguém que me cozinhasse, lavasse, passasse, me amasse com bom grado desta forma. E assim o tempo passa e eu me torno um marido membro da comunidade de uma pequena cidade do fundo do interior brasileiro vivendo minha vida linda.

Ouvindo Milionário e Zé rico, tomando cachacinha nas terça de manhã com amigos fiéis tranquilos, com uma esposa jovem linda com 3 filhos a tira-colo, com minha vendinha de centro, com meus 50.000 reais em investimentos quietos crescendo e minha casinha com cercas brancas, com meu radinho a pilha tocando.

Tocando o doce sabor de uma vida humilde nos confins do país, longe da busca insana pelo milhão…

…Eu sei que eu posso… eu sei…

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Vale a pena participar de promoções para tentar ser rico?

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Estou sempre buscando formas de ser rico. Seja procurando bicos em fim de semana (que juro que procurei e não encontrei nada), seja pesquisando e sonhando sobre empreendimentos (como já fiz aqui falando de bar e aqui falando de minimercado), seja jogando na loteria como na lotofácil que faço religiosamente, seja utilizando o The Secret para ser rico. Tudo isso faz parte de técnicas do pobretão way of life.

Uma outra coisa que é importantíssima no rol de ferramentas e técnicas do pobretão way of life (método de se tornar rico para quem é pobre através da frugalidade) são as participações em promoções das grandes empresas brasileiras ou concursos/promoções culturais.

Vou ensinar o passo a passo para como introduzir esta técnica e porque ela é importante.

1- Vou lhe dar os sites que agregam todas as promoções que estão rolando no país diariamente. Pegue estes sites e salve no seus favoritos (assim como o meu blog para garantir as melhores dicas e comentários da blogosfera de finanças). Vou lhe dar 3. E não, eu não ganho NADA para postá-los aqui, invejosos. Estou conversando com meus amigos pobretões do meu Brasil:

http://www.promocoesnarede.com.br, http://www.sopromocoes.com.br/, http://www.promocoestodentro.com.br/

2- Entre todo dia nos sites;

3- Agora eu quero que você saiba que existem 3 tipos de concursos: Aquele que é concurso cultural de tirar foto, fazer filminho. Esses são uma merda. Você ganha pouco e tem que ser um macaco. A Ambev através da Skol adora essas porcarias. Tem os culturais de rede social, em que você cadastra ou curte no facebook e tem que ser criativo com uma frase. E tem os de promoção de comprar produtos e cadastrar código de barras, valores, ou de ser premiado ao abrir uma embalagem.

4- Promoções de comprar produtos e cadastrar são as melhores pois pagam mais prêmios. É o caso do avião do faustão, promoções da Nestlé, Unilever, Coca-Cola, Shampoos, redes de departamento (Magazine Luiza, casas Bahia), produtos alimentícios em geral. O avião do faustão é uma das melhores disparado pois todo mundo tem uma gilette, um oral-B, etc. Foque nessas sempre.

5- Selecione agora no sites que eu passei as promoções mais rápidas e com melhores prêmios. Faça as porcarias que precisa como comprar um produto ou cadastrar no facebook e fazer uma frase.

13593000003746- Coloque a data final da promoção num excel para saber quando ela acabou e assim perder as esperanças.

Pronto. Faça isso todo dia, cadastra-se em uma ou 2 promoções por dia para não acumular (ou tire um momento no final de semana como eu. Eu bebo bastante vodka aí pego e começo a fazer tudo).

Outra dica, entre no google e coloque “promoções”, ás vezes aparece promoções de grandes empresas que você nem sabia.

Mais uma dica, seu banco sempre tem promoções de cartão de crédito em que basta cadastrá-lo e esperar. Nunca deixe de entrar no site do seu banco pois lá sempre tem coisas interessantes para concorrer. Se você não faz isso está sendo muito desleixado, pare de ficar comendo pizza e sushi com seus amigos gastadores e trate de ser rico.

Para finalizar, vamos à um exemplo de boa promoção contra uma ruim:

- Avião do Faustão:

Compre um produto e cadastre os códigos de barra no site e aguarde. Perfeito.

Prêmio: Viagem pra Hollywood, móveis, carro, tudo que você pode imaginar.

- Promoção da gatorade

http://www.promocoesnarede.com.br/gatorade-camisa-chuteiras-e-kit-da-selecao/

Faça uma foto com o tema “Fotografe o que te impulsiona a vencer”. As melhores fotos serão avaliadas pelo jogador Lucas do Brasil e ganhará Camisa, chuteira e kit seleção autografados.

Vai dar um trabalhão, você sabe que não vai ganhar e o prêmio é um cu. Se tentar vender vai ser demorado e ainda faturará pouco.

Eu estou agora cadastrando várias promoções para tentar ser rico. Até ás vezes fico pensando se eu ganhar em uma delas como explicar isso para os amigos do blog no meu patrimônio. Bem agora você sabe da onde virá.

O que você está esperando parar participar das promoções e dar mais uma chance a sua sorte e à sua vida? Ou você gosta de ser um pobre humilhado pelas mulheres? Eu que não.

Forte abraço!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A tristeza de ser um pobre em um curso de ricos

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Começou minha especialização já faz 2 semanas. Dor de matricular, dor de pagar estar porcaria, de apertar ainda mais os cintos pra fazer essa merda mas eu vislumbrei essa oportunidade de que talvez possa conseguir aumento de salário e para o currículo é muito legal tê-la. Visão de médio e longo prazo além de segurar mais o meu emprego pra não ser demitido.

Cheguei nesta instituição que graças a deus é próxima ao trabalho. Coloquei uma camisa melhor, uma gravata roxa daquelas de playboy fashion que ganhei dia desses, mandei a mãe engraxar mais o meu sapato guerreiro, gel de pobre no cabelo pós-banho de manhã para não chegar descabelado devido o vento filha da puta que bate na minha cara no ônibus, tudo para que eu não sofra no primeiro dia de curso já preconceito ou inimizades.

Chego lá a pé. Observo o pátio do estacionamento. Só carrão. Vejo várias pessoas saindo de seus carros, com a chavezinha balançando na mão se achando, Audi, Ford Cruize, Sentra, BMW, X5, Civics e Corollas pra caramba, Mitsubishi L200 Triton, enfim, todos felizes com seus super carrões. “Como pode ter tanta gente rica e que ganha bem? Porque eu não consigo ganhar um salário super alto?”, pensa eu enquanto observo o show de exibição de homens de negócios.

Entro no local e dirijo-me para a sala. Entro e me sento. Sinto-me de volta aos tempos de faculdade e isso me traz péssimas lembranças como já expliquei mais ou menos neste post. Já há grupelhos conversando, obviamente retardados homens daquele tipinho que tenta ser charmoso falando alto no meio das mulheres com seus saltinhos, roupas coladas, pernas à mostra de forma não condizente com ambiente profissional. É, elas só querem se exibir mesmo se achando as deusas com aquelas panças e celulites causadas por tanta Coca-Cola, chocolates, sexo casual e noites mal dormidas.

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O professor entra e todos sentam. Para meu desespero, a maioria da sala tira seus malditos macbooks, outros tiram Ipads e outros Tablets. Começo a ficar nervoso. Nem meu celular posso mostrar pois, bem, ele é um daqueles fudidos que já falei aqui. O professor começa a falar, explicar o curso etc, como vai ser. Muito trabalho em grupo que eu odeio e o projeto final é uma merda de se fazer. Fico pensando que merda de vida que tenho de ouvir, fazer, estudar estas merdas idiotas, inúteis que eu não concordo e odeio para enriquecer um gordo careca cretino diretor e dono de empresa que tem uma loira gostosa todo dia de noite esperando. Isso é vida?

De repente começa o que eu esperava mas queria acreditar que não fosse rolar. Apresentar-se para a turma contando sua vida profissional, pessoal, hobbies, objetivos, expectativas e principais feitos na carreira.

Puta merda.

Puta merda é o que eu grito dentro de mim esperando que a luz caia, um trovão exploda um carro na rua, um homem bomba entre atirando no prédio para que me livre daquilo. Talvez eu pudesse salvar a turma aí e virar héroi no jornal nacional e pegar mulheres por causa disso. Eu viajo na minha mente mas logo volto para a realidade.

Começam a se apresentar: “Meu nome é fulano paulistinha de merda, eu sou gerente da empresa Mcmerda, eu adoro viajar, adoro sair, e meus principais feitos foram economizar 5 milhões em um projeto de blá blá blá”. Todos os malditos falam cargos incríveis, empresas incríveis, feitos incríveis. TUDO MENTIRA aumentada. Canalhas exploradores. Eu fui torcendo para aparecer gente com cargo mais fudido mas tinha analista sênior no mínimo, não tinha assistente cuzão como eu.

Chega na minha vez eu já estou com o suvaco meio molhado de nervoso, perna esquerda mexendo incontrolavelmente, mão na testa pensando como eu odeio viver. Repasso 10 vezes na cabeça o que eu ia falar para não parecer tão ridículo e evitar olhares de “superioridade” dos homens e nojo das mulheres.

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- Meu nome é pobretão de vida ruim, sou um meda de assistente explorado na empresa mais cretina de São Paulo, bem meus hobbies são enxer a cara no final de semana no bar do meu amigo com meus outros amigos velhos fracassados pobres assistindo futebol, vomitando quando chego em casa ou ficar trancado no meu quarto ouvindo Roxette sonhando com uma namorada linda que nunca vem, juntando dinheiro para mandar vocês todos gerentes exploradores, burros, idiotas, pançudos cornos pra puta que pariu.

Isso era o que eu queria ter falado. Mas não fiz. Ao invés disso eu menti. Sim, eu menti. Olhem o que eu falei:

- Meu nome é pobretão de vida ruim, sou assistente na empresa X, meus hobbies são praia, filmes e investimentos, gosto de trabalhar em equipe para compartilhar e aprender conhecimentos e posso considerar como um feito muito legal em minha carreira o aumento da satisfação dos clientes e aumento da entrega de resposta em cerca de 4,25%.

Querem mentir? Querem brincar? Querem fuder? Então ok, eu entro na brincadeira. Quem lê meu blog sabe que tudo isso aí é mentira. E aí? FODA-SE. FODA-SE essas malditas corporações que nos fazem ser robôs, que mudam nossa personalidade e exigem que sejamos o que não somos. Seus gerentes de merda, engulam essa.

A aula rola, chega ao fim, lá vou eu tomar água pra fome não bater e todo mundo vai na cantina fazer lanchinhos enquanto eu morro de fome.

No final do dia, lá vou pro ponto de ônibus. E observo meus colegas passando de carro e eu ali, parado, sozinho, aguardando. Depois de anos de formado na faculdade eu me vejo na mesma situação, na mesma humilhação, passando o mesmo filme.

Será que a vida é apenas uma repetição de sofrimentos para quem nasceu pobre?

Isso é vida?

Relacionados:

Happy Hour: A hora da tristeza de um pobretão,      Reuniões de trabalho: Um pobre feio humilde contra playboys bonitos fodões,    A tristeza de ser pobre e ver todos os ricos pegando as mulheres lindas,     A tristeza de ser um pobre em festa chique de ricos,    Os bordões e modas mais idiotas que as empresas usam contra seus funcionários pobretões

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Como cortar despesas no seu orçamento pessoal?

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Você olha todas essas pessoas que participam do blog e pensa “como pode eles aportarem tanto”? Porque não consigo aportar tanto?

Vou ajudar você a cortar despesas e aportar alto e se tornar um milionário. Você não quer poder comprar um camaro, ter panicats, ir na balada e poder comprar whiskies pra fazer sucesso, abrir um negócio, ter 200 mil reais na conta, olhar pra uma mulher e dizer “Nossa eu tenho 350 mil reais na conta e essa idiota não tem nada de grana, sou muito melhor que ela” e essa atitude fodona fazê-la se apaixonar por você?

Pois é, para tal coisa você precisa parar de ser um debilóide que torra todo seu dinheiro em produtos da apple e aportar forte.

Vamos às técnicas:

Primeiro, se você não tem um orçamento pessoal, desculpe, mas você é um descontrolado e será pobre pra sempre porque mesmo que ganhe bem pra caramba não vai estar juntando o suficiente pois como já mostrei aqui neste post, mesmo pessoas que ganham bem mas que não aportam decentemente. Trate de pegar uma planilha de excel (se você não sabe mexer eu não sei o que está fazendo na sua vida) e organizar em grupos de despesas e anote absolutamente TUDO o que gasta. Eu disse TUDO.

Veja só este orçamento pessoal de uma pessoa que ganha 3.000 reais líquidos separados por grandes grupos:

Tipo de Gasto Salário 3.000 Total salário
Gasto fixo Aluguel 600 20%
Gasto fixo Automóvel 350 12%
Variável Alimentação 350 12%
Variável Lazer 350 12%
Semi-Fixo Utilidades (telefone, água e luz) 300 10%
Gasto fixo Condomínio 200 7%
Semi-Fixo Higiene Pessoal 200 7%
Gasto fixo TV a cabo 120 4%
Gasto fixo Internet 120 4%
Semi-Fixo Celular 80 3%
Variável Presentes 70 2%
  Despesas Total 2740  
  Sobra 260  

Notem que nosso amigo gasta 65% de seu salário em 5 grupos. 2 são gastos fixos, 1 semi-fixo e 2 variáveis. Gastos fixos são os inimigos do bom aportador. Leia de novo: GASTOS FIXOS SÃO O INIMIGO DE SER MILIONÁRIO. Você tem que destruir todo tipo de gasto fixo que tenha. Aluguel corresponde a 20% do seu salário. Eu disse 20%. Você tem a obrigação de achar o melhor lugar possível pra morar com o menor custo. Isso pode lhe reduzir um bom dinheiro.

Já o automóvel, é simples, você ganha uma merda de salário e quer ficar por aí se exibindo. Bote gás no carro, ande menos, troque os filtros, faça manutenção, use direito a porra da marcha.

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Alimentação e lazer correspondem juntos a 24%. O segredo de cortar a alimentação é muito fácil e é onde podemos ter os maiores ganhos. São 2 formas de cortar em alimentação: Substituir produtos por marcas mais baratas. Pare de comprar merdas de grandes multinacionais. Compre tudo barato da marca mais vagabunda de menor preço. Comida é comida. Para que comprar manteiga mais cara e não barata? Ah o estômago dói? Ai dá caganeira? Ai porque é gostoso? Então fique gordo e pobre e não venha mais no meu blog.

A segunda forma é você comer saudável. Sabe aquele biscoito recheado que você compra? Aquela barra de chocolate? Aqueles monte de besteira de iogurtezinho (que são caros e duram pouco não servem pra nada), suquinho em caixinha, queijinho gorgonzola, vinho caro, pipoca estúpida, chips imundos, refrigerantes horrorosos. Você tem que comprar coisas que durem o mês inteiro e que são comida saudável. Frango, legumes, macarrão e arroz integral em sacos enormes de 10 kilos, molho de tomate pra dar um sabor, sal, peito de peru, e pães integrais. Basicamente é isso. O que? Não gostou? Esta é a alimentação mais barata, que mais dura, que mais alimenta, que mais é saudável.

Mas nããããão, você, barrigudão, tem que comprar 5, 6, 7 litros de coca-cola, entupir de biscoito, chocolate, merdas de guloseimas, sucos açucarados venenosos. Isso, torre seu dinheiro com aquilo que lhe faz mal. Você gasta de 12 a 25% do seu dinheiro se alimentando, algo que irá se transformar em merda na privada e que irá lhe matar lentamente. O quanto ESTÚPIDO, seu paulistano balofo comedor de temaki, sushi e hamburguer você é? Responda. Responde aí. Vai lá tomar a coca zero vai.

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O lazer que corresponde também a outra forma de gastos alto, você basicamente tem que se tornar mais caseiro, mudar hobbies, terminar com sua namorada ou arranjar uma mais caseira. Quanto mais você sai, mais você gasta. O que mais fode os gastos de lazer são 2 coisas: Restaurantes, bares, baladas e viagens. Eles são os vilões. E fica claro que pra vencer e manter gastos de lazer sob controle é preciso evitar tais lugares, ou ir em mais baratos ou diminuir frequência. Sei que é foda estes comentários e opiniões no meu blog falando pra ir em museu (puta merda que tipo de programa chato é esse, isso deixa o cara mais depressivo), correr e ficar fedorento no parque, etc. Coisas chatas que não duram pra pessoa padrão que quer socializar, pegar mulheres, tomar cerveja e ficar feliz. A solução não é simples e necessita de força de vontade de substituir, diminuir frequencia, ou parar de ir.

Utilidades e condôminio é foda. Bem, tome banho mais rápidos principalmente finais de semana (sei que é gostoso chegar do trabalho e tomar banho pra esquecer aquele chefe filha da puta), troque as lâmpadas pelas que economizam, tire tudo da tomada, mude a chave do chuveiro pra verão, pegue o plano mais barato de telefone fixo ou cancele e use planos de internet. Condôminio é gasto fixo portanto coloque na porra da conta quando verificar aluguel barato mas que não é compensável pelo preço do condôminio.

O resto a gente discute diariamente no meu blog portanto, fique atento pois eu trabalhei com o grupo grande de gastos.

Fui duro com você porque posso ser um merdão em tudo, mas de economizar, ter disciplina em aportes isso ninguém me ganha pois o pobretão way of life é meu. Eu sou reclamão? E você que não consegue economizar em nada preso em seus gastos fixos como algemas pro resto da vida trabalhando até os 70 anos?

relacionados:

Qual a graça de viver uma vida de homem casado classe média pra sempre?, Qual deve ser a estrutura de gastos de um pobretão que virou milionário?, Quanto deve ser o gasto de lazer de um homem jovem e solteiro?

domingo, 13 de janeiro de 2013

O terrível comportamento e vida boa dos ricos playboys

Estou estreiando o canal do pobretão no youtube. Irei colocar todo tipo de vídeo relacionado ao dinheiro, ao estilo de vida de rico, pobreza, histórias de superação, tudo o que for legal.

como dói ver isso

Pretendo colocar vídeos em formato de post (como este) mas também vou colocar lá vídeos direto então fiquem atentos. Para acessarem o canal do pobretão basta clicar aqui e podem até assinar para receber as novidades.

http://www.youtube.com/user/vidadepobretao?feature=mhee

No vídeo nós podemos ver o comportamento e a vda dos playboys: Com muita grana, jovialidade, alegria, vida fácil, essa galera consegue ter grana do papai ou trabalham na empresa do pai para fazerem o que querem da vida, viajando, tomando muito álcool de qualidade e tendo ficadas e relacionamentos com diversas mulheres incríveis.

Eles levam uma vida feliz e tranquila regada a festas. São felizes. Afinal quem não tem que estressar com trabalho e grana é feliz.

E nós pobretões? Ora, nos resta olhar com tristeza isto. Nós estamos aqui no sol a sol ou chuva a chuva ralando para sobreviver, pagando ás vezes para trabalhar. Pegam as melhores mulheres, vão nos melhores restaurantes e lugares. É terrível saber, no fundo do meu coração que eu só poderei ter essa vida lá pelos 35 a 50 anos quando for rico graças a anos de tristeza e aportes financeiros e economias ferrenhas. Nem se nós gastássemos todo nosso salário para tentar replicar o estilo de vida não daria certo pois não seria suficiente.

É fogo saber que no caixão de vida, eles terão curtido durante jovens muito mais que eu, tendo menos stress, preocupação, vivendo vidas mais completas, tendo mulheres fantásticas do lado e eu passei 10 a 15 anos da minha vida na merda para poder sobreviver na selva de merda que é São Paulo…

Você consegue viver com esse peso na sua cabeça?

Leia também relacionado: Porque minha obsessão em ser rico - A jovem vida adulta de um pobre

A comparação do fim de semana de um playboy e o meu fim de semana de pobretão
Reuniões de trabalho: Um pobre feio humilde contra playboys bonitos fodões,
Happy Hour: A hora da tristeza de um pobretão

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O humilde e triste Natal de um jovem pobre

Chega o Natal, uma época de presentes e alegria. Eu gosto de Natal pois posso receber presentes. Também me sinto fortalecido na luta pelo milhão.

Nosso humilde Natal de pobre foi assim: Começamos a nos arrumar às 18 horas, uma luta no banheiro com minhas 3 irmãs. Elas querem ficar lindas e perfeitas pois veremos a família em um local que não é nossa casa. Chega às 19:15 vamos à casa de outros membros da família que são pobretões mas vem outra parte que é mais rica. Pegamos nossos poucos presentes (pequenas caixas, embrulhos da 25 de março, tudo lembrancinhas). Olho meus pais e irmãs carregando debaixo da árvore (que é pequena, ridícula, simbólica, humilde com a manjedoura bonita que meu pai faz questão de fazer e arrumar todo ano). Fico pensando em o que eles fizeram para merecer isso.

Chegamos no local (no nosso carro a irmã mais nova vai na frente com a mãe e torcemos para a polícia não ver porque minha mãe insiste em fazer isso), e cumprimentamos. Nós levamos maionese que a mãe fez, farofa e arroz. É o que podemos contribuir. Na mesa tem Peru claro, macarrão, etc, tudo normal de uma família Brasileia que os outros membros fizeram.

Começam os papos entre familiares. E lá vem os bombardeios para cima de mim de minha vó, tios, tias e mesmo primas. “Como está o emprego novo?”, “Qual seu cargo”, “o que você faz”, “tá fazendo pós-graduação ou MBA?”. Eu respondo a tudo com naturalidade mas por dentro são como facas no meu coração pois vejo como sou fracassado. Imagine dizer que é um assistente de bosta, não faz MBA, explicar minhas tarefas ridículas que sou humilhado por outros homens que são chefes. MInha vó é mais direta e me puxa para um canto e me pergunta: “Tá ganhando bem?.” Eu digo “Sim vó”. Ela diz, “ai que bom é mais que 5.000 né"?”. Eu só rio e a abraço. Puta merda vó, você é de outra época porque me humilha assim? Fico pensando no que fiz para merecer isso.

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Minha vó vem ao ataque de novo junto com as tias e perguntam se estou namorando na frente das minhas primas. Elas são jovens e adolescentes. Elas sabem muito bem o que rola comigo. Elas sabem que um assistente, feio, pobre sem carro que não tem grana pra sair em São Paulo não pode pegar ninguém. Eu rio e digo não não, estou numa fase relax, só curtindo a solteirice. Silêncio fúnebre das primas e as tias ficam só futricando em cima de mim falando que deve ter alguém. O olhar de desprezo de uma delas (a mais gostosa só pra me deixar mais puto) é tão claro, é tão latente, é tão descarado, parecendo até caricato que eu penso no que eu fiz para mecerer tamanho desprezo pois eu sempre fui legal com elas inclusive brincávamos juntos. Como as mulheres crescem para serem cruéis, nojentas, estúpidas, odiadoras de homens bons mas feios e pobres.

Obviamente que vejo alguns membros da família que tem sucesso e ganham bem e só fico observando, um deles é um primo mais velho que tem carro, vai casar, tem um rosto legal e está arrasando no emprego de forma incrível. Eu me sinto muito inferior e procuro sair de cena para evitar comparações ou olhares das primas.

Meu pai está bebendo e enxendo a cara com o pessoal. Eu que estava de leve para não fazer vexame começo a destruir na bebida escondido da minha mãe. Para não fazer merda e ser avaliado pelas mulheres (que ficam no radar observando tudo), eu sento com os homens e começo a enxer a cara com eles. Eles me cortam direto por ser jovem quando tento comentar coisas de política. Fico puto com isso. Só posso é rir quando rola piadas. Fico ali servindo meu pai de bebida. Minhas irmãs estão com as primas falando merda e mexendo no cabelo. Que pobretonas de merda. Minha irmã mais nova que gosta de mim ás vezes vem querer brincar.

Chega a hora do papai Noel, meu tio se veste, distribui os presentes, pergunta pelo meu nome, eu vou lá, tiro foto, é isso aí, ganhei uma cueca de marca dele, legal, é Calvin Klein, penso do alto da minha bebunzice que as casas de massagem irão gostar.. porque afinal, namorada eu não tenho e nenhuma me quer.

Comemos, como muito, como todo o peru, enxo de macarrão o prato, bebo mais, não tô nem aí mais pra nada, estou feliz pois beber de graça e comer de graça me deixa feliz, fico pensando como odeio trabalhar.

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Chega a hora de distribuir presentes, sinto forte aperto no coração ao entregar o presente para minha mãe e meu pai, me arrependo, porque comprei aquelas merdas ridículas, minha mãe me dá altos presentes, eu recebo, vou ao banheiro correndo disfarçado, derramo lágrimas, me sinto um lixo, um merda. Volto recebo do meu pai, minha irmã pequena me entrega também, meu coração vai explodir, meu ódio vem com tudo.

Ódio dessa porra de vida, de ter chefes merdas, de ter um emprego de merda, que me explora, que me dá horários ridículos, que me dá estresse constante, que não me deixa viver, que me paga mal, de ser pobre, de nascer pobre de ser um filho lixo financeiramente falando, que a Eletropaulo porcaria não faz NADA para enfrentar o governo, que tem 5 milhões de eletricistas nos seus quadros que ficam lá ociosos e eu só me fudendo.

Corro para o balde de cerveja, pego mais, bebo mais. Vou para a sacada, olho as pessoas lá embaixo brincando. Como ser feliz tendo que trabalhar e sendo pobre? Ok, chega. Voltamos para a casa.

Eu deito na cama com a cabeça girando e fico pensando “Natal que vem eu aparecerei vitorioso na reunião de Natal”. Mas eu sempre faço isso todo ano e toda vez é a mesma coisa, eu apareço o mesmo derrotado pobre de merda. Nada muda. Nada.

O que eu fiz para merecer tudo isso?

Feliz Natal a todos os leitores do blog! Espero que tenham tido um ótimo momento de alegria com a família!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Planejamento e Retrospectiva 2013 financeiro e pessoal de um pobre

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Bom, chegou a minha vez de mostrar aos amigos como vai ser 2013 em termos pessoais e financeiros, tal qual eu faço minhas atualizações de patrimônio.

Metas e Retrospectiva vida Financeira

Tive meu patrimônio completamente destruído pela ANEEL ao destruir a Eletropaulo, ação da qual investi praticamente todo meu dinheiro na época.

Pra terem uma idéia, neste momento, caso a ELPL valesse o preço que eu comprei eu teria 140.000 reais de patrimônio. Hoje tenho 86.000.

Esse golpe foi muito duro em mim. Psicologicamente me mantive bem frio mas é engraçado como uma sensação estranha bate. Antes, quando eu tinha meus 24.000 reais de patrimônio (podem ver pelo gráfico nos posts mensais de atualização de patrimônio), eu me sentia muito empolgado, confiante, firme, adorava ver minhas planilhas, pensar em grana. Hoje eu não sinto mais esse prazer e é estranho.

A lição que eu tirei disso é simples, você ser pobre e feio faz tomar decisões para acelerar a independência financeira o que acaba fazendo tudo dar errado. E claro, diversifique.

Para o ano que vem minhas metas financeiras só tem um objetivo: Aportar, aportar e aportar. Minha meta é aportar 39.600 reais, ou seja, 3.300 reais por mês vezes 12 meses. Não tem muito como fugir disso.

Quero juntar muita grana pois não suporto mais meu emprego. Eu vou tentar aportar mais que isso. Quem sabe uns 42.000 se juntarmos bônus, décimo terceiro e aportes ainda mais arrojados. Para isso eu vou apertar ainda mais o pobretão way of life. Quero nunca deixar de aportar 3.300 por mês e quero ir além quando puder.

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Assim meu objetivo bem ousado é chegar a 150.000 reais ao final de 2013. É complicadíssimo e vou ter que contar com um pouco de sorte, coisa que não tenho.

O objetivo é conseguir dessa forma que no começo de 2014 eu possa abrir alguma loja. Meu objetivo está mudando eu quero algo que me dê 5.000 reais líquido de lucro e isso me faria muito feliz. Poderia até ser um troço fácil de tocar que eu pegasse um emprego braçal de 6 horas para complementar a renda. Só sei de uma coisa: Está impossível de suportar mais essa vida de emprego e eu vi que está mto complicado aguentar.

Quanto a Eletropaulo muito provavelmente não farei mais preço médio nela. Vou deixar aquela porra lá. Vou esquecer. Dane-se.

Metas e Retrospectiva vida pessoal

Eu divido a vida pessoal em vida sexual, vida física, vida de hobbies, etc. Sexualmente minha vida foi uma merda. Tive relações sexuais com 14 mulheres diferentes chegando a próximo de 65 mulheres diferentes que tive relação. Alguns poderão dizer que eu minto esse número mas eu acho que eu já falei isso pra alguém algumas vezes (mulheres) e fico paranóico de ligarem pontos. Mas é mais que isso.

Meu objetivo ano que vem sexualmente e não torrar grana com mulher cara. Quero poder ter uma por mês e barata. Ponto.

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Academia e meu físico? Esqueçam. Sei que éb duro para os amigos que fiz aqui e me aconselham (os haters eu só fico com pena do ódio bobo) mas não dá pra gastar com academia, esse ano é o ano que eu vou me preparar para abrir um negócio nem que seja uma biboca ridícula, só tem que me dá 5 mil reaizinhos. Só. Mas supondo alguma melhoria financeira do além, meu objetivo será ter abdominais aparentes.

Ter abdominais é importante para um homem ainda mais em São Paulo. Aqui só tem gordo com barriga feia. É engraçado ver os caras com as camisas sociais com aquele troço pendurado.

Hobbies? Continuar vendo filmes, alcancei um bom número de filmes visto. Só. Não tem muito o que fazer fora isso. Profissionalmente? Quero estudar como abrir empresas, tocá-las, estudar negócios, ler sobre isso, aprender. Pro meu emprego atual só vou levar em banho maria a princípio.

Nenhuma novidade mesmo. Apenas preparando o terreno para 2014.

O que você acha? E os seus planos financeiros, quanto quer chegar ao final do ano? Fisicamente? Quantas irá pegar ou vai ter como meta namorar? Qual hobbie irá desenvolver? Que curso irá fazer? Qual expectativa de aumento de salário?

Forte abraço!

domingo, 16 de dezembro de 2012

É possível não ser traído pela namorada sendo pobre e feio?

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Estava eu durante momento distraído no prédio onde trabalho. Ele é um prédio que mistura comercial e certo residencial. Eu passava e esperava a longa fila no elevador e de repente passa um homem alto, fortinho, com rosto de artista de hollywood. É o momento que mais gosto de observar a reação feminina. Olhei especialmente para 3 mulheres que estavam com namorados. Todas as três olharam enquanto o rapaz passava daquele jeto feminino, só com canto do olho. Depois eu observei com calma para ver se elas disfarçavam olhando para trás depois. De forma extremamente discreta e feminina elas olharam para trás para dar mais uma olhada. 1 delas observou que eu estava vendo a cena e eu sorri de propósito para deixá-la envergonhada. Ela apenas disfarçou.

Fico pensando agora numa situação em que os pobretões feios com namoradas devem passar. Um pobre feio não tem nem a força da riqueza do seu lado, que faz a fidelidade e amor feminino ocorrer pois já foi provado em estudo que elas sentem orgasmos maiores com homens mais ricos que pobres sem falar no poder que o homem rico exerce e isso é afrodisíaco para as mulheres. O pobre feio não tem também a beleza, o perfume, a roupa, o corpo de um homem bonito alto para fazer frente aos competidores que são assim como no caso do exemplo que dei.

Então a pergunta que faço é: É possível manter uma mulher fiel sendo pobre e feio? É possível ter uma namorada e mesmo casar e não ser traído sendo pobretão e feio como boa parte dos brasileiros?

Minha resposta é não. Muito difícil não levar chifres sendo pobre e feio. Se você mora na periferia e é pobre e feio e não ter aquela malandragem dos outros pobretões favelados vai levar chifre de traficante. Se é pobre e feio vivendo no ambiente de classe C vai levar chifre do pessoal que torra seus 2.000 reais em carro, moto, bomba e maconha. E se mora no ambiente de playboys (como eu) vai levar chifre dos riquinhos playboys com seus carrões, vidas fáceis recheadas de empregos marcados, papais ricos e já feitos na vida e vida de viagens e baladas.

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A vida de ser um pobre honesto, feio, trabalhador, esforçado, humilde, familiar, correto, certinho é a solidão eterno ou os chifres constantes. Um playboy riquinho que seja da mesma forma (humilde, correto, certinho, legal, esforçado) irá ter namoradinhas, irá ter sua vidinha de boa com sexo constante e namoradas dispostas e aproveitar a viagem da vida pela riqueza dele. Já os pobres feios irão ter mulheres que exigirão o resultado de seus esforços num curto espaço de tempo para aproveitar logo, o que não ocorrerá. Então partirão para os “vida louka” que oferecem a dose de aventura e pseudo riqueza (drogas, locomoção e festas baratas) que elas querem.

Eu só posso dizer a você, que é pobretão e feio como eu e é correto, esforçado, honesto e um cara legal humilde que não liguem aos funcionários públicos ricos playboys do meu blog na parte de comentários e aos odiadores de pobres feios daqui e continue aportando e se esforçando. Podemos sacrificar nosso presentes mas chegaremos lá, rumo ao nosso sonho do milhão ganhando finalmente o amor dessas pessoas cruéis do chamado sexo feminino, sua fidelidade e teremos tempo para esculpir nosso corpo (pois os chefes não deixam pois nos obrigam a ficar até tarde).

Fique firme. Não ligue para o sexo oposto, elas não gostam de nós, tem ódio de nosso jeito, premiam os mais canalhas e piores e não é sua culpa. É algo que aprendi e tenho que conviver de forma a não destruir minha vida.

Forte abraço!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Porque minha obsessão em ser rico - A jovem vida adulta de um pobre

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Já falei em outro post da minha infância de pobre e sobre minha adolescência. Para finalizar a série sobre o porque da minha obsessão em ser rico eu trago como foi a minha vida durante a faculdade, o meu primeiro estágio e os dias de hoje.

A jovem vida adulta de um pobre (18 a 24-25-26)

Entrei na faculdade. Nada impressionante em renome mas também nada podre. E se na adolescência a riqueza dos playboys e as garotas humilhavam-me agora a coísa é escancarada e realmente machuca e faz a diferença pois estamos falando de network e de como será a vida financeira daquele momento em diante.

- Na faculdade TODOS iam de carro pra aula. Quem não tinha carro, era porque ia de moto daquelas scooter transadas. Os que iam de ônibus eram os pobres que estavam nos cursos fudidos inúteis (ciências sociais por exemplo). Isso de não ter carro causava fortíssimas impressões negativas em mim. As mulheres pegavam direto caronas com seus namorados ou eram buscadas na porta da faculdade e muitas pegavam caronas com os meus colegas

- Isso significou que já no 1º semestre casais se formaram e ficadas ocorreram. Quem tinha carros legais se deu bem demais com as mulheres. Nenhuma mulher gostou de mim. Nenhuma. Todo carinha tinha já nos primeiros meses ficado ou pegado alguém seja pelo carro, seja por ser bonitinho. Eu nenhuma mulher gostou ou falava comigo direito.

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- Nas festas e nas baladas eu tinha uma dificuldade imensa de ir pra balada devido grana e locomoção. Deixei de ir na maioria. Isso significou que eu tive quase nenhum amigo e perdia as loucas situações que o pessoal passava de pegar geral, sexo, peguetes, rolos, flertes e até mesmo casamentos que ocorreram de alguns originadas dessas situações. Tudo por ser pobre.

- Nunca fiz nenhuma viagem internacional. 100% dos meus colegas fizeram viagens pro exterior pra trabalhar. Até hoje isso é uma mancha no meu currículo.

- Por ser feio os professores não gostava de mim. Parece que pegavam raiva por eu ser aquele rapaz que só está ali na dele mas é feio e isso deixa todos putos.

- Primeiro estágio. A forte humilhação que sofri das estagiárias e secretárias era algo assim assustador. Como eu não tinha muito dinheiro, meu sapato era feio daqueles de 20 reais e minha calça social era de uma cor feiosa também. Por sorte o setor em relação aos homens tinha pobretões e foi ali que comecei a aprender sobre a maravilhosa vida das primas.

- Primeira Namorada: Primeiramente eu perdi virgindade com ela. Ela tinha ficado com mais pessoas que eu. Humilhante. Depois de uns 6 meses de namoro ela começou a cansar dessa minha vida de pobre. Queria sair mais pra restaurantes, cinema. Cansou de andar de ônibus que balançava. Começou a sabotar a relação pois queria a vida dos baladeiros da facul, das viagens pra praia, das loucas noites de final de semana em shows e baladas e cansando de que não via potencial em mim me deixou de forma humilhante. Mal ela me deixou ela começou a dar pra um playboy que usava drogas.

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- Primeiro emprego: As pessoas me tratam como lixo de início mas aos poucos me estabeleço. Todos tem carro, já viajaram, tem mulheres, experiência, vida boa, tranquilidade. Eu tenho medo da demissão, currículo ruim, sem experiêcia em nada na vida (só em casas de massagem e dinheiro), sem carro, sem roupas legais, sem alegria de viver, sem conexões, sem network.

MInha vida adulta na faculdade foi muito ruim, uma continuação da vida adolescente só que a distância dos playboys se tornou gigante pois eles tinham poder econômico para fazer tudo o que um jovem quer fazer na vida (baladas, carros, mulheres, viagens, amizades, histórias loucas, drogas). Após a saída da faculdade e o primeiro emprego as coisas passaram a ser mais difíceis pela luta por status e minha luta para ser milionário pois eu vi que o mundo do trabalho era terrivelmente ruim, chato, cruel e sem fim. Para piorar, o contato com mulheres caiu ainda mais e não consigo namorar ou ficar com ninguém por longos períodos pela feiúra e não ostentação de grana.

E o resto vocês já sabem como eu conto aqui no dia a dia. Essa é a vida de um pobre, fechando a série e agora espero que entendam (os ricos e playboys) do porque pobretões tem obsessão com panicats e dinheiro. Uma vida inteira de bullying, humilhações, privações, assistindo diariamente a alegria e facilidade de vida dos outros sem ter nenhuma alegria na sua vida. E parece que não tem fim.

Mas a gente vai conseguir. Nós todos vamos chegar lá pobretões do meu Brasil.

Recado: Atualização do meu patrimônio sai no domingo. E ranking na quarta já com as inscrições pro ranking 2013 da maior competição de patrimônio de blogueiros do Brasil. Até.

domingo, 25 de novembro de 2012

Como economizar com gastos de lazer?

1352068961878A forma de se economizar em gastos de lazer são duas: Primeiro é simplesmente parar de ter lazer na vida. Essa forma é perigosa e o exemplo mais claro do porque é perigoso sou eu. Vocês viram o que aconteceu comigo quando eu cortei demais lazer e sexo do meu dia a dia certo? Eu gastei 1600 reais de uma vez só na casa de massagem pois minha mente e libido estavam estafadas e no limite e isso causou um gasto de uma vez só violento.

A outra forma de economizar eu apresento aqui, porém nem sempre ela é viável, dependo do quanto você gasta em lazer. A premissa é que quanto mais você sai de casa, mais você gasta, portanto a idéia é transformar sua casa em um playground eletrônico de lazer. Em São Paulo, se você pisa o pé pra fora de casa você já está torrando milhares de reais.

Vamos ao método e cálculos:

1º Corte hobbies caros como skateboard, balonismo, parapente, todas essas merdas imundas que só serve para você se exibir.

2º Vamos agora transformar sua casa em um local para festas incríveis ou lazer caseiro de primeira.

Televisão 49 polegadas: 4000

Playstation 3 com move: 1000

Sistema de aúdio de cinema: 400

Adega climatizada de vinhos/cerveja: 530

Assinatura Netflix: 14,99

Assinatura TV a cabo Net digital HD MAX+ PFC com jogos do brasileirão + Sexy hot + Playboy TV + Combate = 230,00

Internet banda larga velocidade máxima GVT: 110

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Com esses equipamentos você terá: Um super sistema de cinema para assistir filmes incríveis. Noites de masturbação ou sexo safado com mulheres/namorada, jogos de futebol com os amigos, e poderá fazer festas com a galera ao invés de ir pra balada gastar milhares de reais, estreiando sua adega fazendo as gatas pirarem na sua intelectualidade ao falar coisas mentirosas sobre vinhos ou cervejas internacionals.

Agora vamos ao payback disso. Iremos economizar mesmo ao ter lazer caseiro ao invés de sair? Considerando um fluxo de 500 reais de pagamento mensal, em um ano eles estariam pagos (os equipamentos em negrito).

Assim se você tem um gasto de lazer de 1000 reais ao mês você agora só terá um gasto fixo de lazer de 354 reais compostos pela netflix, tv a cabo e a banda larga. Economia de 646 reais ao mês. Ou seja, em menos de um ano você recuperaria o gasto com os equipamentos (pois em um ano com fluxo de 500 reais o payback foi de 1 ano) e a partir do segundo ano os 646 reais mensais seriam ganhos que em um ano representaria economia em lazer de 7752 reais. Em 3 anos teríamos 23256, ou seja, um carro ou uma moto ou 3 viagens pra Europa ou 1661 ações da Eletropaulo a melhor compania distribuidora de energia do universo.

Se o seu gasto de lazer for de menos de 500 reais o payback passa a ser ruim pois você gastará mais nas prestações do que já despende atualmente e aí passa a ser melhor permanecer nesse nível mesmo.

Agora se você quer continuar insistindo em gastos enormes de balada e restaurantes então não tem jeito e fazer a técnica de playbround caseiro será apenas gasto estúpido superfluo pois você estará apenas adicionando gastos a mais.

Forte abraço!

Relacionados:

As 8 dicas modernas para economizar dinheiro, O que fazer se sua namorada não divide a conta?, Como conseguir um salário de 10.000 reais?, Como sua cidade influencia seu salário, capacidade de aporte e qualidade de vida

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Porque minha obsessão em ser rico - A adolescência de um pobre

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Já falei em outro post da minha infância de pobre. Agora falarei da minha adolescência de pobre para a segunda parte de três da série sobre o que deu origem a minha obsessão em ser rico.

Na adolescência ao contrário da infância, passamos a ter mais noção do que ocorre ao nosso redor, e entra em jogo um fator que passa a demolir a vida de um garoto e a moldar o entendimento do porque buscamos dinheiro: As garotas.

A adolescência de um pobre (13 anos a 18 anos)

- Eu na infância tinha amigos pois apesar de tudo não era tão feio e a pobreza se perdia nas brincadeiras simples de criança. Na adolescência a feiúra e espinhas começaram a ser uma parte de minha vida e por consequência o ódio dos valentões de classe era várias vezes direcionado a mim. Só porque eu era feio, humilde, simples e relativamente quieto as pessoas tiravam para me zoar e destruir.

- Todo mundo na escola usava bermudas de marca, óculos escuros fodões de surfistão, calças jeans transadas, camisas de marca, tênis legais. Era impressionante a competição por estilo e roupas. E eu não usava nada de marca. Nada. A arrogância dos meus colegas ao ver minha roupa era incrível, eles se achavam superiores a mim e muitos se recusavam a serem meus amigos.

- Um dia na escolinha de futebol eu resolvi usar um boné pela primeira vez (bonés de marca eram febre entre o pessoal). Eu não tinha moral pra usar roupas e bonés segundo alguns. Durante o aquecimento que era uma corrida em volta do campo um colega riquinho que sempre usava as melhores roupas chegou por trás e deu um tapa no meu boné que caiu no chão e disse “você não tem moral pra usar boné não pobretão. Tá se achando já é?”. Pessoal ficou rindo e zuando o treino inteiro. No outro treino no outrou dia eu não vim nunca mais de boné.

- Um dia levei um colega para minha casa. Ele era ambiguo em relação a mim. Me zuava por ser pobre, por ser feio mas quando não estava na frente de todos era até legal. Eu o levei em casa para fazermos um trabalho, isso depois da escola umas 18:00 horas. Minha pobre mãe o recebeu bem e deu um belo lanche pra ele, com pão, bolo, Nescau, queijo bom, presunto. Ele comeu bem. Jogamos jogos tal. No outro dia, ele não olhou pra minha cara e continuou me zuando e disse para todos que eu era pobre e minha casa não era como a dele. Senti muita raiva dentro de mim pois minha mãe o recebeu tão bem e ele fez aqueles comentários esdrúxulos. Eu o odeio até hoje e sonho em agredí-lo ou bater na mãe dele pra ter uma lição e educar direito aquele verme.

- Um dia eu sai da sala para tomar água. Meu material da escolinha de futebol era velho, feio, podre (caneleira fudida, chuteira feia, camisa do time falsificada desbotada, etc) e eu deixava ele na mochila. Quando voltei pra sala, o pessoal tinha ido na minha mochila, retirado todo meu material de futebol, espalhado pela sala e riam dele “olha só que fedido”, “olha só que velho e feio”, e começavam a jogar minhas coisa um pro outro na sala enquanto eu envergonhado na frente de todos tentava pegar minhas coisas para guardar de volta. Enquanto isso um dos riquinhos tinha mochila especial para guardar tudo, era tudo de marca e ninguém mexia com o material dele. Foi muito humilhante.

- Um dia minha mãe comprou algumas roupas de marca, mas que eram daquelas marcas imitonas das boas marcas. Cheguei na aula meio diferente, com bermuda, camisa, tênis novos. 3 Riquinhos ficaram rindo de mim e das roupas falando que era patético as marcas que eu estava “me achando com aqueles trapos”. Só pude ficar quieto e nunca mais usá-las na escola.

- As garotas só ficavam e davam selinhos nos mais bagunceiros, fortinhos ou os bonitinhos. Elas gostavam sempre dos mais escrotos e babacas e que mais praticavam atos de vandalismo contra colegas mais fracos ou feios.1352631084999

- Um dia uma garota chegou e disse “saia da frente seu pobre espelho sem aço”. Eu pego de surpresa só sai. Ela então olhou pra amiga do lado e disse “é um frouxo mesmo”.

- Direto as garotas e garotos riam de mim e diziam quando queriam zoar com alguma garota que teria que ficar comigo ou me dar beijo como forma de humilhação ou nojo para elas.

- Nunca participei de nenhuma das festas fodonas do pessoal da sala. Eu não tinha roupa, não era convidado, o carro do meu pai era o pior e o pessoal nunca queria ir comigo ou ir me pegar. Nunca tinha dinheiro para dar presentes ou pagar as entradas das “matinés”. Minha pobreza significou perder essa fase da vida de popular do pessoal.

- Só fui perder minha virgindade aos 18 anos de tão feio que eu era e só fui dar meu primeiro beijo aos incríveis 17.

E aí, entrei na faculdade. Mas é isso por enquanto pois a parte final é sobre minha vida “adulta jovem” até os dias de hoje na faculdade até o mundo do trabalho.

Ser homem, feio e pobre no meio da classe média alta paulista é estar apto as maiores humilhações e tristezas. Ser pobre é humilhante, é feio, é ridículo. Dinheiro compra alegria, felicidade, amor, tudo. Me prometa que você vai buscar dinheiro para ser respeitado contra os playboys canalhas pobretões do meu Brasil?

Da minha parte, eu lhe prometo com pacto de sangue.